sábado, 11 de junho de 2011

III Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais: Olhares diversos sobre as diferenças



Caros colegas, já estão abertas as inscrições para III Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais: Olhares diversos sobre as diferenças - 26,27 e 28 de outubro de 2011

HISTÓRICO E OBJETIVO:
O III Seminário Nacional Gênero e Práticas culturais é fruto do amadurecimento da parceria acadêmica entre a Universidade Federal da Paraíba UFPB e a Universidade Estadual da Paraíba UEPB, desde 2007, quando se organizou a primeira edição, reunindo participantes oriundos de diversos estados do Brasil. Após avaliações e rediscussões, tanto nas reuniões das comissões organizadoras, quanto em outros eventos da área Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, apresentamos esta terceira edição, esforço coletivo para conhecer e socializar a produção intelectual desse campo de conhecimento, a partir da temática central: Olhares diversos sobre a diferença.
Com o objetivo de congregar professores/as, pesquisadores/as, estudantes, especialistas, profissionais, integrantes de Organizações Não-Governamentais, Núcleos de Pesquisa, Centros e Programas Universitários de Estudos de Gênero no Brasil, o evento discutirá dois âmbitos estratégicos para a potencialização de ações educativas que promovam a equidade de gênero: primeiro, a articulação de pesquisas interdisciplinares e, segundo, a formação do educador, com vistas à atualização do conhecimento e à socialização de experiências na referida área.
O evento tem como objetivos: promover a reflexão e o debate das/dos participantes sobre as relações de gênero que se estabelecem em instâncias sociais distintas e analisar o discurso sobre gênero elaborado por diferentes representações culturais na perspectiva de contribuir para a construção de novas relações de gênero pautadas na igualdade de oportunidades e no cumprimento aos direitos humanos.

Maiores informações pelo site: http://www.seminariogeneroufpb.org/eixos.php

quinta-feira, 9 de junho de 2011

X Congresso de História da Educação do Ceará: Discursos, Ritos e Práticas: A Educação Popular, Cívica, Midiática e Religiosa na Perspectiva Comparada


De 25 à 28 de Setembro de 2011 no Memorial Padre Cícero, Auditório do Colégio Salesiano e Salão Paroquial - Juazeiro do Norte/Ceará
O X Congresso de História da Educação do Ceará tem por objetivo principal apresentar a produção acadêmica de pesquisadores experientes e em formação, sob diferentes recortes e perspectivas, que incidam sobre a temática geral proposta: Discursos, Ritos e Práticas: a Educação Popular, Cívica e Religiosa na perspectiva comparada.
O Projeto de História e Memória da Educação no Ceará foi concebido entre 1996 e 2001, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da UFC, em função da falta de historiografia sobre a história da educação local. Tem estado sob a coordenação e estreita colaboração de um grupo de professores e alunos - Maria Juraci Maia Cavalcante, Zuleide Fernandes, José Edvar Costa, António de Pádua Lopes Carvalho, Silvana Pinho, Julio Filizola Neto, Maria das Graças de Loyola Madeira, Joan Edesson, Milton Ramon, Francelino Pereira, Valéria Mello, Zilsa Santiago, Núbia Ferreira, Ivna Holanda e de vários outros colaboradores.
Abrigou a formação de mais de três dezenas de mestres e doutores que, por sua vez, constituíram nessa área outros grupos de pesquisa na UVA, URCA, UFPI, UECE e UFAL. Foi uma conjunção de interesses que tornou possível a edição de um Encontro anual de pesquisa, desde 2002, quando realizamos o I Encontro Cearense de Historiadores da Educação, no Campus do Benfica/UFC, em Fortaleza, ao qual se seguiram vários outros, conforme registramos fartamente em nossas publicações junto à Editora da UFC.
O evento que criamos naquele ano muda agora de nome e foco de investigação, para comemorar dez anos de percurso e demarcar uma nova fase, ampliar as suas temáticas, aprofundar estudos e possibilidades metodológicas de investigação, assim como suscitar outras articulações institucionais.
É nosso intuito contribuir para aglutinar as iniciativas de pesquisa na área de História da Educação das diversas universidades públicas cearenses; vitalizar uma rede norte-nordeste de ação institucional; estabelecer parcerias internacionais e publicar os seus resultados de pesquisa, que serão revertidos positivamente no processo de ensino, formação de pesquisadores e professores; bem como para o conhecimento do passado e da dimensão local, em conexão com a instância nacional e internacional, para um melhor entendimento dos 
desafios do presente e do futuro que são colocados para a área de educação.
http://www.urca.br/xche/

Revista HISTEDBR Online n° 41 (março/2011)





O n° 41 (março/2011) da Revista HISTEDBR Online está disponível para acesso no site do HISTEDBR.
Este número da revista, organizado pelo GT HISTEDBR dos Campos Gerais-PR (UEPG), congrega artigos de pesquisadores, professores e alunos de universidades de diversas regiões do país. Desta forma, a revista cumpre o importante papel de divulgadora do conhecimento na área da educação, em especial em história da educação diz a organizadora Maria Isabel Moura Nascimento. Entre os artigos destacamos alguns:



Claudia Maria Petchak Zanlorenzi e Maria Isabel Moura nascimento

Para acessar a revista basta clicar no link 
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/41/index.html

REVISTA DEBATES


Dossiê  ”Opinião Pública, Eleições e Participação Política nas Democracias  Contemporâneas".

Revista Debates - Revista de Ciências Sociais do Núcleo de Pesquisa  sobre a América Latina e do PPG em Ciência Política da UFRGS   (www.revistadebates.ufrgs.br)  está recebendo artigos para o Dossiê  " Opinião Pública, Eleições e Participação Política nas Democracias  Contemporâneas".

Prazo para recebimento de artigos: Até 26 de agosto de 2011, para publicação no segundo  semestre deste ano.

Objetivos do Dossiê:
Reunir artigos que, a partir diferentes perspectivas analíticas e metodológicas, discutam a relação entre democracia, participação política, opinião pública e eleições. O papel das eleições majoritárias e legislativas na consolidação das democracias contemporâneas, especialmente a dos países  latino-americanos, tendo em vista o comportamento dos eleitores e das  elites políticas, estudos sobre a formação da opinião pública e dos  efeitos da mídia no processo de decisão das preferências e das  condutas políticas, além das metodologias quantitativas e qualitativas  utilizadas para se aferir de opinião pública, estão entre os temas que servirão de eixo fundamental para esse número.
Organizadores: Denise Paiva (UFG), Pedro S. Mundim (UFG), Helcimara Telles (UFMG).
A revista está recebendo também colaborações em formato de artigos livres,  resenhas e notas de pesquisa (informações no site acima indicado), nos  idiomas português, espanhol ou inglês.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Festival Varilux de Cinema Francês



Realizado em junho de 2010 em 9 capitais do Brasil, o Festival Varilux de Cinema Francês seduziu mais de 25.000 espectadores e teve uma cobertura de imprensa de projeção nacional.
Após tamanho sucesso, o Festival foi solicitado por salas de cinema de todo país, portanto, a edição 2011 acontecerá em 30 cinemas de 22 cidades, distribuídas em 17 estados brasileiros, tornando a iniciativa inédita por ser o primeiro festival de cinema com tamanha abrangência no Brasil.
O evento será simultâneo de 08 a 16 de junho no Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Brasília, Campos, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Juiz de Fora, Macaé, Maceió, Natal, Porto Alegre, São Luís, Santos, Salvador, Recife e Vitória. Em Fortaleza, o festival acontece no período de 16 a 23, e em Belo Horizonte, entre 24 e 30 de junho.
Além de exibição de filmes em todas as cidades, o festival promove um encontro entre profissionais da área cinematográfica no Rio de Janeiro. A delegação francesa e os profissionais brasileiros debatem o mercado no encontro “Cinema digital e diversidade cultural: Desafios e oportunidades para as indústrias brasileira e francesa” no dia 10 de junho no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio. 
No sábado, dia 11, também no Rio, o Festival exibe ao ar livre (no Forte do Leme) a animação francesa “Um gato em Paris” - que também integra a mostra regular - e “Orfeu Negro” filme franco-brasileiro dirigido por Marcel Camus, vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de 1960 (melhor filme estrangeiro) e da Palma de Ouro em Cannes, em 1959.
Retrospectiva de filmes da atriz francesa Sandrine Bonnaire, iniciativa do Institut Français e da Embaixada da França no Brasil, acontece dentro do festival, entre 8 e 16 de junho, nas cidades do Rio e de São Paulo e, em seguida, parte em itinerância para mais seis cidades brasileiras.
O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela Unifrance Film International, associação de promoção do cinema francês no mundo que realiza mostras em grandes capitais como Nova York, Tókio, Moscou, Pequim e também no Brasil. O festival é promovido e patrocinado pela multinacional francesa Essilor-Varilux.  O evento conta também com o patrocinio da Citroën e o copatrocinio da Allianz Seguros, L’Oréal, Tok&Stok e Sofitel. É produzido pela Bonfilm com apoio da Embaixada da França no Brasil e da rede de Alianças Francesas.  Durante o Festival, as exibições dos filmes serão realizadas pela Auwe Digital, parceira do evento, responsável pelo encoding, legendagem e distribuição os longas para todas as salas de cinema.

domingo, 5 de junho de 2011

Historiadora pioneira: Eulália Maria Lahmeyer Lobo 1924-2011.


Morre Eulália Maria Lahmeyer Lobo, a primeira mulher a defender uma tese de doutorado em História no Brasil.
Morre no Rio a professora Eulália Maria Lahmeyer Lobo, a primeira mulher a defender uma tese de doutorado em História no Brasil, segundo o verbete com seu nome no "Dicionário mulheres do Brasil". Nascida em 1924, também no Rio, Eulália era professora emérita tanto na UFRJ, onde havia se graduado em história e geografia na década de 1940, quanto na UFF, onde tinha sido uma das responsáveis pela formulação do curso de pós-graduação em História Urbana. "Foi uma pioneira na historiografia brasileira, principalmente na História da América, nos anos 1950, publicando textos importantíssimos, como 'Administração colonial luso espanhola' que faz uma comparação entre a administração centralizada espanhola e a descentralizada, portuguesa", contou o historiador Ronaldo Vainfas, que teve a professora Eulália como presidente de banca para se tornar professor titular na UFF. "O regime do doutorado era o seguinte" - explicou ela em uma longa entrevista para o próprio Vainfas e para Ângela de Castro Gomes, em 1992, em que fala, entre outros assuntos, sobre sua tese, que virou o livro citado acima - "a pessoa escolhia um orientador, que era aprovado pelo departamento, e a partir daí seguia a sua orientação quanto a leituras. Você tinha que manter um diário, registrando o que lia, o que pensava etc., e esse diário era controlado pelo departamento no fim do ano. Meu orientador foi o Sílvio Júlio [de Albuquerque Lima], mesmo porque não havia outra escolha. E foi uma loucura total. Qualquer assunto de que eu falasse, ele entrava pela preocupação fundamental dele, que era falar mal dos portugueses. Não era uma coisa elaborada, era passional. Ele defendia o mundo hispânico, Bolívar era o herói máximo! Era aquela história de heróis, de paradigmas, história exemplar. Mas Sílvio Júlio foi muito útil, porque tinha informações sobre fontes e ele próprio possuía muitas delas. A conversa com ele é que não tinha muita utilidade".Segundo Vainfas, ela não restringiu seus estudos sobre as diferentes colonizações da América. Após a anistia, em fins dos anos 1979, organizou o curso de História Urbana, se concentrando no Rio de Janeiro, na virada do século XIX para o XX, retratando a classe operária e os imigrantes. Eulália foi perseguida durante a ditadura, não por suas posições ideológicas, mas por conta de uma crise interna no departamento da UFRJ. Depois da anistia, voltou primeiro para a UFF, a primeira casa a recebê-la. Depois foi reincorporada na UFRJ, onde já tinha lecionado logo após fazer o doutorado, com a tese "Caminho de Chiquitos às Missões Guaranis". Em 1967, se tornou professora titular do Ifcs (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais) da UFRJ, com o trabalho "Aspectos da atuação dos consulados de Sevilha, Cádiz e da América Hispânica na evolução econômica do século XVIII". "Logo depois de 64, a universidade ficou muito visada, e Eremildo [Viana, chefe do departamento do Ifcs, à época] fez uma série de denúncias", contou ela na entrevista de 1992, sobre o período. "Quando afinal abriram um inquérito, o general encarregado acabou ficando contra o Eremildo, achando que ele era um intrigante, uma pessoa de caráter no mínimo leviano. Ele denunciou a existência de ce1ulas comunistas, haveria - imaginem que coisa ridícula! - uma Célula Anchieta na FNFi [Faculdade Nacional de Filosofia, antigo centro de humanidades da UFRJ]. Eremildo denunciou como conspiradores comunistas Manuel Maurício de Albuquerque, José Américo Pessanha, Maria Yedda Linhares, Evaristo de Morais Filho, Marina São Paulo Vasconcelos e a mim, entre outros. Nessa época, quem estava como reitor era um indivíduo que teve muito pouca fibra. Também o cortei de tal maneira que esqueço o nome dele." A professora chegou a ser aposentada compulsoriamente e até presa, por uma semana, para tentarem intimidá-la, por conta da visita do milionário norte-americano Nelson Rockefeller, em 1969. A professora foi enterrada nesta quarta-feira, no Cemitério São João Batista, na Zona Sul do Rio. Deixa duas filhas, três netos e uma bisneta. Na segunda-feira (30), também morreu o professor, escritor e babalorixá José Flávio Pessoa de Barros, pesquisador das religiões afro-brasileiras. Para o jornal "Extra" o membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, comentou a perda: "Além de ser um brilhante intelectual que pesquisava os temas referentes às religiões, era um sacerdote que mantinha sua casa, seguindo as tradições."
Fonte: Revista de História

quarta-feira, 1 de junho de 2011

CAPES muda PDEE e facilita a concessão de bolsa para o Doutorado-Sanduiche.




Finalmente uma notícia vinda da CAPES. A instituição resolveu dar uma melhorada no processo de concessão das bolsas. Quem acompanhou o meu processso para conseguir fazer o PDEE em Portugal ou quem está tentando conseguir esta sabe bolsa sabe do que falo. A documentação é assustadoramente numerosa, os tramites são lentos. No entanto tenho que admitir que no meu caso o que demorou mais foi o visto que demorou a sair devido a problemas com a embaixada em Recife que acabava de ser fechada. Mas a CAPES poderia rever esse caso do visto com relação a Portugal porque ela exige visto para um país que nem turista precisa não seria o caso de tomar outras medidas. Bem o novo ofício sobre o PDEE trás boas novidades como: não existe mais a exigência de notas 4 ou  5 para os programas, o processo leva no máximo 30 dias (antes levava mais de 60), não existe mais o período de inscrição o fluxo será contínuo. Espero que estas mudanças melhorem todo o processo e que mais pós-graduandos possam viver esta experiência tão enriquecedora. Abaixo o ofício com as mudanças.

SPARq:  036920/2011
 
 

Ofício no  3/2011/DRI/CAPES/MEC

Brasília, 31 de maio de 2011.


Aos Srs. Pró-Reitores e Coordenadores de Programas de Pós-Graduação


Assunto: Ampliação e Reformulação do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior 

Ao cumprimentá-lo, comunico que a política de formação de recursos humanos no exterior será significativamente incrementada com a expansão da concessão de bolsas de doutorado sanduíche no exterior.
Para isso, foi elaborado o “Programa Institucional de Bolsas de Doutorado Sanduíche no Exterior - PDSE” que irá substituir o atual “Programa de Doutorado no País com Estágio no Exterior – PDEE”, visando ampliar, desburocratizar e facilitar o processo de concessão de bolsas de estudo de estágio no exterior.
Tendo em vista a efetividade, a qualidade, o mérito científico da pesquisa resultante dessa modalidade e os avanços que esses estágios têm trazido para a formação de novos doutores, foi definido que:
i.                     Será permitida a participação de alunos matriculados em cursos de pós-graduação reconhecidos pela CAPES, independentemente da nota obtida na última Avaliação Trienal;
ii.                    A CAPES irá disponibilizar, no mínimo, duas cotas de bolsa por curso.  Entretanto, com o objetivo de evitar distorções entre cursos com número diferentes de alunos e de dar maior equidade ao uso das referidas bolsas, as cotas poderão ser distribuídas proporcionalmente ao número de alunos em cada programa;
iii.                  As Pró-reitorias poderão realizar o remanejamento interno de cotas entre seus programas de pós-graduação;
iv.                  A proficiência no idioma do país de destino deverá ser assegurada por declaração formal por meio de carta do orientador brasileiro e do coorientador estrangeiro, garantindo a habilidade de comunicação do candidato na língua estrangeira;
v.                   Os trâmites institucionais serão simplificados;
vi.                  O programa funcionará em fluxo contínuo para o recebimento das candidaturas, sem a publicação de editais anuais;
vii.                A Pró-Reitoria da instituição será responsável pela homologação das candidaturas a serem enviadas à CAPES para implementação;
viii.               A CAPES emitirá a carta de concessão em até 30 dias após o recebimento das informações dos candidatos selecionados, cuja inscrição tenha sido homologada pela Pró-reitoria;
ix.                  A Instituição deverá encaminhar um relatório anual justificando as cotas não utilizadas;
x.                   Será feita uma campanha de divulgação junto ao alunado de pós-graduação visando dar maior conhecimento a respeito desse novo formato de programa.
Esta Diretoria esclarece que, até que as novas regras sejam publicadas, o antigo PDEE continuará funcionando normalmente.
Para maiores esclarecimentos, entrar em contato pelo e-mail pdse@capes.gov.br.

Denise de Menezes Neddermeyer
Diretora de Relações Internacionais