
Os anos de 1950 e 1960 foram marcados por uma efervescente luta política no Brasil. Neste cenário, os trabalhadores rurais exerceram um papel importante, seja pelo crescente processo de organização e de resistência contra o cotidiano do trabalho, seja na luta por mais espaço na política do Estado. O objetivo deste livro é analisar a interface desses dois campos: o da organização e o da busca do espaço de representação política. Para isso, analisou-se como se constituiu o debate no parlamento e entre as organizações dos trabalhadores rurais, sobre a questão da legislação trabalhista para o campo e sobre a Reforma Agrária. O estudo foi realizado com fontes depositadas no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ). Foram utilizados diversos dossiês elaborados pela Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS). No período que foi estudado, privilegiou-se ainda algumas fontes que deram visibilidade política e social aos trabalhadores rurais, tais como a imprensa comunista: “Voz Operária”, “Novos Rumos, “Imprensa Popular” e o “Terra Livre”, sendo que esse último enfocava exclusivamente o meio rural. Constatou-se que as décadas de 1950 e 1960 foram marcadas pela organização dos trabalhadores rurais em sindicatos, além de uma ampla discussão política sobre as condições sócio-econômicas dos trabalhadores, sobre a extensão da legislação trabalhista para o campo e sobre a Reforma Agrária.
Sandra Maria Castanho
Um comentário:
Obrigada pela divulgação Cristiano. Espero que este livro contribua para todos os que se interessam pela discussão sobre a política brasileira e pela legislação trabalhista.
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