segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Novo Bairro, Ligas Camponesas e Sambão.

Geralmente não gosto de fazer do blog uma página de diário para ficar contando as coisas da minha vida que não é lá muito interessantes, mas este final semana acontecerem algumas coisas que são boas para gerar discussão. Como muitos dos meus amigos já sabem eu não moro mais no Bancários agora moro Bairro dos Estados, que dizem ser Bairro mais TRADICIONAL, de  João Pessoa, seja lá o que isso signifique, se pelo fato de ter muitos  velhinhos, bem então é, se tradicional significar que por aqui empregada doméstica que quiser trabalhar tem que vir a pé,então é. Isso mesmo, o Bairro dito mais tradicional, não tem transporte coletivo, até tem mas é um ônibus velho e sujo que anda mais que Metro sem destino. O que é mais interessante é que os moradores do tradicional bairro não estão nem aí com tal problema, quem quiser que ande a pé pois eles andam de Corolla, Civic entre outros. Mas o Bairro é bom apesar que o Bancários tem um ar mais jovem, mais alegre. Bem mas agora moro no tradicional Bairro dos Estados e tenho como vista a bela fazenda Boisot, ou como foi popularizada, a Fazenda Boi-só. Este foi meu terceiro final de semana por aqui e agora que consegui dormir bem. No sábado ao acordar eu liguei a tv e por acaso sintonizei no Canal Assembléia, da Paraíba, não a de Brasilia. Ao ver um debate me interessei por que ouvi os dois senhores que debatiam falarem sobre Ligas Camponesas, não sou estudioso do tema mas me interesso e tenho um amigo que defendeu um belo trabalho sobre as ligas na Paraíba, quem quiser dar uma olhada entre no sitio do PPGE. A discussão era sobre o lançamento de um documentário intitulado Assis Lemos e as Ligas Camponesas na Paraíba, me animei, acordar as 10 e assistir tal programa seria ótimo. Claro que já pensei, é um documentário produzido aqui e depois da experiência de assistir o filme do Padre Rolim, tinha prometido nunca mais ver nada produzido localmente já que o filme é muito ruim. Vencido o pré-conceito peguei um café e comecei assistir. O documentário, na realidade fui informado depois, já no final da entrevista se chamava, Memórias de Fogo,  Assis Lemos e as Ligas Camponesas na Paraíba. Não sei se concordam mas o primeiro título é muito ruim e já vou dizer o documentário todo é muito ruim. As cenas tem cortes muitos abruptos, não tem ritmo, a locução é feita em cima de frases de efeito junto a uma sobreposição de imagens de pasmem, Jesus Cristo, Tiradentes,  Mahtma Gandi, Elisabete Teixeira, e a morte, oi? Não entendi. Porque toda essa gente junta num documentário sobre as ligas camponesas? O que tem de mais interessante é a entrevista do final com o deputado Assis Lemos, cassado em 64 que o documentário informa rapidamente no início  era defensor das ligas, só dizem isso, não dizem o que ele fez, não apresentam as ligas. Tive a impressão que assistiram o entrevista e resolveram colocar-lhe uma introdução com imagens fortes e dizer que era um documentário. Tudo feito com dinheiro público, o pobre dinheiro público. Conclusão, não devia ter assistido. Perdi um episódio repetido de Old Cristine para ver isso.  Mas o final de  semana não estava concluído. Eu já disse aqui algumas vezes que adoro o centro histórico. Pois bem fui convidado por alguns amigos a ir a um sambão por lá. Ótima oportunidade de passar pelo Centro a noite e ver a beleza das suas construções neste período e olha que demos sorte nesta aconteciam 3 casamentos um no Carmo, um no São Francisco e outro na Catedral.  O Carmo estava particularmente lindo. Chegando ao Centro demos uma passada na Casa Philpeia, restaurada pelo dono que nos disse que abrirá por ali um café. Boa pedida. Fomos ao samba. A festa foi na ladeira da Borborema, no Atelie Cultural Elieonai. O local é lindo e o samba foi muito bom e muita gente bonita. Confesso que me lembrei dos barzinhos do Bairro Alto em Lisboa com todos se divertindo a vera ao lado de tugas espanhóis e etc. Isso mesmo tinha uma galera gringa por lá também.Isabela uma amigo minha lá do Paraná iria adorar aquele local. Conclusão de lá fomos ao Mediterraneo, o restaurante não o mar, comer uma massa. Foi um final de  semana diferente para mim que não ou da noite mas confesso que volto outras vezes naquele samba.

2 comentários:

Mari Marques disse...

Oi Cris, também já ouvi falar demais no tal "sambão do Centro Histórico" e por conhecidencia, por pouco não fui lá conhecer nesse findi- ia encontrar com vc!
O filme do Pe.Rolin realmente "faz pena".
A técnica -principalmente- diexa muito a desejar. Enfim, é a nossa Paraíba que a ainda tem muito chão à percorrer né?
Valeu, Mari
ps: Adorei o post mais "pessoal",rs.

Cristiano Ferronato disse...

Valeu Mari.