quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cidade da Parahyba a cair N. 01

Ontem tirei a tarde para passear por João Pessoa. O passeio teve muito a ver meu trabalho de doutorado uma vez que na parte da manhã fui conhecer a biblioteca que fica no Espaço Cultural. Fiquei impressionado com o espaço. Muito amplo, bem iluminado, bonito mesmo. Os funcionários todos muito atenciosos enfim uma grata surpresa. depois me dirigi ao centro histórico, para a Cidade Alta. Adoro caminhar sozinho por aquelas ruas e ficar imaginando como devia ser aquilo na época em que faço minha pesquisa, ou seja de 1836 a 1884. As senhoras lindamente vestidas, os senhores com seus chapéus. Eu realmente viajo nestes momentos. Fiz este passeio por que tinha que tirar uma foto da porta de entrada da Faculdade de Direito onde funcionou por cem anos o Lyceu Parahybano. Como o prédio estava aberto aproveitei para fazer uma visita e por sorte havia uma sala aberta. Eram uma 14 horas. Pois bem, sentei tirei várias fotos, abri meu notebook e escrevi. Escrevi muito quando dei por conta o guarda estava na porta dizendo que tinha ficado preocupado por que eu não saia mas como tinha me visto com notebook se esqueceu de mim. Eram 17 horas. Passei 3 horas dentro do Lyceu escrevendo. Foi uma situação que até agora não entendi. Um momento bonito mas muito estranho. Saindo dali fui fazer um último passeio.  Estes passeios no centro são bons mas as vezes a raíva aparece com muita força. Aparece ao olhar para os lados e notar que tantos belos edifícios estão a desaparecer. Por isso resolvi fazer como um blog de Lisboa que se chama SOS Lisboa. Este blog tem uma sessão que se chama: É esta cidade que queremos? Onde o autor publica fotos de prédios  de valor histórico que estão a cair e tenta chamar a atenção dos orgãos responsáveis para este fato. Então hoje começo aqui uma sessão como essa que vou dar o nome de Cidade da Parahyba a cair com a publicação da foto de um prédio na Rua Duque de Caxias que se encontra totalmente abandonado.



2 comentários:

Manuel Fernandes disse...

Infelizmente, meu nobre, o capital desmemoriza as pessoas para atingir seus fins. Aí, onde a história está marcada em cada camada de cal, em cada pedaço de ferro enferrujado, poderá sair, mais dia, menos dia, uma daquelas "elegante$ e funcionai$ torre$ arranha-céu$".

Mas, isso é uma outra estória!

Abraço

Cristiano Ferronato disse...

Pois é meu amigo triste fim de nossa história arranha-céus.